Teorias e Filosofias da Educação à Distância. setembro 20, 2007
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A base teórica dos modelos instrucionais afetam não só a forma como a informação é comunicada ao aluno, mas também na forma como o aluno entende e constrói um novo conhecimento à partir das informações apresentadas. Atualmente, existem duas aproximações que influenciam projetos instrucionais: processamento de símbolos (symbol-processing) e conhecimento localizado (situated cognition).
O processamento de símbolos foi a aproximação dominante até recentemente. É baseada no conceito de um computador executando operações formais em símbolos. O conceito chave é que o professor pode transmitir um corpo fixo de informações aos alunos por meio de uma representação externa. Representa uma idéia abstrata por uma representação concreta e então apresenta a representação ao aluno através de um meio. O aluno, compreende, decodifica e armazena a representação. Horton(1994) modifica esta aproximação adicionando dois novos fatores: o contexto do aluno (ambiente, situação corrente e outras entradas sensoriais) e intelecto (memórias, associações, emoçõe, interferências e raciocínios, curiosidades e interesse). O aluno então desenvolve sua própria representação e a usa para construir novo conhecimento, em contexto, baseado em seu conhecimento anterior e suas habilidades.
O conhecimento localizado é baseado no princípio do construtivismo, no qual o aluno ativamente constrói uma representação interna do conhecimento através de interação com o material a ser aprendido.
Educação a distancia: novo conceito de aprendizagem setembro 20, 2007
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Educação a distância é o processo de ensino- aprendizagem,
mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão
separados espacial e/ou temporalmente.É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados,
interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas,
como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o
rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e
tecnologias semelhantes.
Na expressão “ensino a distância” a ênfase é dada ao papel do
professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a
palavra “educação” que é mais abrangente, embora nenhuma
das expressões seja perfeitamente adequada.
Hoje temos a educação presencial, semi-presencial (parte
presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância
(ou virtual). Ela pode
ter ou não, momentos presenciais, mas acontece
fundamentalmente com professores e alunos separados
fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos
através de tecnologias de comunicação.
A educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o
ensino regular. No ensino fundamental, médio, superior e na
pós-graduação. É mais adequado para a educação de adultos,
principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada
de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no
ensino de pós-graduação e também no de graduação.
Há modelos exclusivos de instituições de educação a distância,
que só oferecem programas nessa modalidade, como a Open
University da Inglaterra ou a Universidade Nacional a Distância
da Espanha. A maior parte das instituições que oferecem cursos
a distância também o fazem no ensino presencial. Esse é o
modelo atual predominante no Brasil.
As tecnologias interativas, sobretudo, vêm evidenciando, na
educação a distância, o que deveria ser o cerne de qualquer
processo de educação: a interação e a interlocução entre todos
os que estão envolvidos nesse processo.
Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação
virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente
como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de
alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera.
Poderemos ter professores externos compartilhando
determinadas aulas, um professor de fora “entrando” com sua
imagem e voz, na aula de outro professor… Haverá, assim, um
intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor
colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de
construção do conhecimento, muitas vezes a distância.
O conceito de curso, de aula também muda. Hoje, ainda
entendemos por aula um espaço e um tempo determinados.
Mas, esse tempo e esse espaço, cada vez mais, serão flexíveis.
O professor continuará “dando aula”, e enriquecerá esse
processo com as possibilidades que as tecnologias interativas
proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos,
criar listas de discussão e alimentar continuamente os debates e
pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do
horário específico da aula. Há uma possibilidade cada vez mais
acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e
espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos
estarão motivados, entendendo “aula” como pesquisa e
intercâmbio. Nesse processo, o papel do professor vem sendo
redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um
animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do
conhecimento.
Referências:
LANDIM, Claudia Maria Ferreira. Educação a distância:
algumas considerações. Rio de Janeiro, s/n, 1997.
LUCENA, Marisa. Um modelo de escola aberta na Internet:
kidlink no Brasil. Rio de Janeiro: Brasport, 1997.
NISKIER, Arnaldo. Educação a distância: a tecnologia da
esperança; políticas e estratégias a implantação de um
sistema nacional de educação aberta e a distância. São
Paulo: Loyola, 1999.